baixa-te: as árvores estendem os seus ramos
à chuva e aos relâmpagos
há ecos espantados de rolas concelhias
as diáfanas aporias
tradicionalmente atentas
nas litanias da aldeia
os frascos cobrem-se de pó
o que fica nos dedos abandonado pelo tempo
informe e lesto tempo
sem tempo nem formalidades
um fogo peripatético que assusta
doravante reputada arquitectura
no seu contrário corpo que ocupa
no tecico capilar das plantas
apenas o quadrado de um concílio
o que é fugaz e incorpóreo
nas palavras sages
do silêncio
um voo que não regressa
a fuga em frente prometida na fronteira
depois de incendiarem os indícios
e as origens
o fim da permanência
e o início
de algo que nos convoca para o mundo